O amor acima de tudo.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
segunda-feira, 6 de julho de 2015
A geração conectada
As
crianças de hoje são consideradas nativas digitais porque nasceram em
um contexto em que as novas tecnologias já estão inseridas em nossa cultura e naturalmente fazem
parte da vida de um grande número de pessoas. Porém até que ponto o uso cada
vez mais precoce de aparelhos como tablets e smartphones pode afetar o
desenvolvimento infantil? Existe um limite a ser imposto?
O
uso excessivo de tablets e smartphones por crianças pequenas não é
aconselhável porque pode afetar o processo de desenvolvimento natural do
cérebro, o que compromete a aprendizagem, aumenta a impulsividade e favorece o
surgimento de transtornos como o de déficit de atenção. Bebês ainda não possuem estrutura física para aproveitar as brincadeiras com aparelhos eletrônicos, pois até os 6 meses a visão ainda não está desenvolvida o suficiente para que consigam focar a tela.
Porém sabemos que não é possível proibir totalmente o uso
desses aparelhos, pois vivemos em uma era conectada e as crianças fazem parte
dela. Além disso os pequenos são curiosos por natureza: tudo é novidade e gostam de
descobrir o mundo e festejar seus achados.
Durante a primeira infância a família exerce grande influência sobre
as atitudes e comportamentos da criança porque representa o primeiro
núcleo de contato com o mundo fora da barriga da mamãe. Por isso recomendamos que os próprios pais limitem seu tempo de uso de
aparelhos eletrônicos, principalmente se estiverem na presença da criança, pois
ela vai querer fazer igual.
Caso a criança demonstre interesse pelo
aparelho, apresente-o naturalmente pois para ela trata-se de apenas mais um
brinquedo. Inclusive há
aplicativos que estimulam o aprendizado através da música, de historinhas ou de
joguinhos; porém fique atento à classificação etária para ver se está adequada à idade de seu filho.
Crianças pequenas gostam de música de ritmo constante, repetido e
rimas simples. Evite aplicativos e jogos barulhentos, com sequências
muito rápidas, porque provocam grande excitação e podem parecer
assustadores aos olhos e ouvidos ainda bastante sensíveis dos pequenos.
Os pais possuem competência para saber o que é melhor para seus filhos. Portanto caso você decida permitir que seu pequeno brinque com smartphones/tablets, recomendamos que o tempo de exposição não exceda a 20 minutos para crianças de 1 a 2
anos. Para as crianças maiores (3 a 4 anos) é possível permitir até 2 horas por
dia de exposição a telas em geral, incluindo a da TV e dos demais aparelhos.
Não há problema quando o aparelho se transforma em um brinquedo, mas ele não deve ser o único brinquedo. Ofereça à criança diferentes opções de entretenimento e lazer incluindo passeios e atividades ao ar livre. A criação
de jogos e novas brincadeiras fora do contexto tecnológico incentiva a
imaginação e a fantasia que são fundamentais para o bom desenvolvimento físico
e mental.
Uma boa dica é promover uma oficina de criação
de brinquedos, onde a criança constrói seu próprio brinquedo a
partir de materiais não estruturados: papelão, fitas coloridas,
elástico, papel crepom, etc. Depois de confeccionados os brinquedos podem ser trocados entre os coleguinhas, o que estimula o desapego, a generosidade e o aprendizado de boas regras
de convívio social. Isso sem mencionar o orgulho de criar um brinquedo legal com suas próprias mãozinhas!
Por fim, recomendamos que o uso de aparelhos tecnológicos
sejam sempre supervisionados por um adulto responsável, principalmente se ele
estiver conectado à internet, pois mesmo que os pequenos dominem de
maneira espontânea seu manuseio, ainda não têm
maturidade suficiente para saber os limites entre o certo e o errado e o que
devem e não devem fazer na rede. Isso os torna alvos fáceis de abusadores
e outros criminosos. Esse é um alerta importante em todas as idades.
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segunda-feira, 15 de junho de 2015
O boicote nosso de cada dia
As desculpas do tipo " eu não tenho tempo " são formas, muitas vezes inconscientes, de boicotar a si mesmo. Esse boicote acontece devido ao medo de se arriscar e de sair da sua zona de conforto. Esse comportamento te protege da frustração mas ao mesmo tempo faz com que você não evolua, não cresça e fique estagnado. Não tenha medo de ir atrás dos seus sonhos e se não der certo da primeira vez, tente várias vezes até conseguir. Lá no fundo você sabe que tem tempo sim pra ir atrás dos seus sonhos; portanto chega de esperar, pois a vida passa muito rápido. Evite lamentar-se no futuro pelas coisas que você sempre quis mas nunca fez alegando falta de tempo.
domingo, 29 de março de 2015
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
10/2: Dia Mundial da Internet Segura
Hoje, dia 10/2, comemora-se o Dia Mundial da Internet
Segura. Psicologia & Atualidades participa dessa iniciativa com a
divulgação da Cartilha de Segurança para a Internet elaborada pelo CERT.BR
(Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no
Brasil). Mantenha-se informado e oriente sua família, pois a prevenção é a
melhor solução. Clique no link abaixo:
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Comportamento, tecnologia e relacionamentos
Juliana Vines: Uma análise feita pelo site de relacionamentos OKCupid diz que quando estão on-line os usuários costumam ser mais rigorosos com
beleza,
mas quando vão a encontros a cegas a beleza passa a ser um fator menos
importante. As pessoas se comportam de maneira diferente na internet? São mais exigentes?
MV: Estereótipos
de beleza e comportamentos valorizados na atual sociedade de consumo muitas
vezes determinam as características desejadas em um(a) potencial pretendente. Quando
se trata de selecionar um perfil de alguém que não conhecemos pessoalmente,
elementos da comunicação presentes tanto na linguagem corporal quanto na
linguagem falada, que são de fundamental importância, não estão presentes.
Conta-se apenas com informações providas pela linguagem escrita e pela foto,
além dos algoritmos que combinam desses dados.
No universo
presencial, captamos as informações do mundo através dos nossos órgãos dos
sentidos (visão, audição, olfato, tato e paladar). Nas interações on-line, a ausência
desses elementos é compensada por recursos como os emoticons para expressar
nossos sentimentos com maior fidedignidade e evitar possíveis mal-entendidos
causados justamente pela falta de elementos sutis da comunicação, como tom de
voz e expressões faciais/corporais. Por isso, em encontros presenciais as
pessoas tendem a valorizar menos a aparência física, já que contam também com
outros recursos que irão indicar se aquela pessoa é ou não atraente.
JV: Outro resultado interessante é o
fator raça. No
OKCupid a maioria das pessoas diz não se
importar com raça, mas os dados mostram que a maioria continua se
relacionando entre a mesma raça. E a maioria dos homens só entra em
contato com mulheres com menos de 30 anos, mesmo os mais velhos. Será
que somos seletivos demais na internet?
MV: Nesse caso
penso que seria mais adequando falar sobre etnia ao invés de raça, pois raça refere-se
apenas às características físicas. Quando falamos sobre etnia, atém das
características físicas estamos nos referindo também às características da
cultura, da nacionalidade, da religião, do idioma, das tradições de um indivíduo. Etnia é um conceito mais amplo e descreve uma pessoa com maior
fidedignidade. Esse conjunto de fatores reflete nossa visão de mundo, nossos,
valores, nossas crenças e são esses elementos que influenciam na hora de
analisar se temos ou não afinidade com outra pessoa.
No caso de
homens que preferem mulheres com menos de 30 anos – Sociedades tradicionais construídas
com base em valores patriarcais, tendem a aprovar a união de um homem mais
velho com uma mulher mais jovem; porém o contrário não costuma ser socialmente aceito. A
justificativa até então dada era a de que as mulheres em idade fértil são
consideradas mais atraentes, pois o ser humano, assim como outras espécies,
possui um instinto natural de continuidade da espécie e disseminação dos genes.
Porém as conquistas dos movimentos feministas, bem como de diversos outros
movimentos que reivindicam mudanças de valores e paradigmas em nossa sociedade
vêm mudando esse cenário. Ainda há resistência e preconceito, porém felizmente vejo
que a sociedade como um todo está caminhando para uma maior aceitação da
diversidade e valorização da felicidade em detrimento dos valores morais da
sociedade tradicional.
JV: Podemos dizer que as regras da conquista
on-line são diferentes das regras "no mundo real"?
MV: As regras da
conquista on-line são diferentes das regras da conquista no mundo presencial
porque na primeira há perda de elementos da comunicação não-verbal que são
fundamentais para a conquista. Tanto homens quanto mulheres são dotados de
recursos naturais que indicam ao parceiro quando estão interessados: tom de voz
mais grave e aveludado, jeito de olhar, de tocar o próprio corpo e o corpo do
pretendente, postura mais elevada, diminuição da distância corporal, etc. Porém
nem todos conseguem “ler” esses sinais. Além disso, há quem os interprete
equivocadamente, gerando uma situação constrangedora para ambos, já que a
sutileza geralmente faz parte esses rituais de conquista.
Por outro
lado, a conquista on-line é mais objetiva, elimina etapas e resguarda o sujeito
da rejeição e de possíveis decepções. Atualmente cada vez mais relacionamentos
começam pela internet e evoluem para o presencial. Acho que ambas as
modalidades (tanto a conquista presencial quanto a conquista através de aplicativos e
recursos tecnológicos) são válidas, já que o ser humano gosta de viver em
sociedade, gosta de se relacionar. Todo mundo
merece ser feliz com seu parceiro(a).
JV: Somos influenciados pelas regras e
algoritmos desses sites. Até que ponto isso é bom? Isso ajuda ou atrapalha?
MV: Vivemos em
uma sociedade onde o tempo parece cada vez mais escasso e por isso tornou-se
uma espécie de moeda de troca. O fenômeno da internet provocou profundas mudanças nos setores econômico, político, social, cultural e
comportamental das sociedades. No caso do site de relacionamentos OKCupid, o fato de utilizar
algoritmos para aproximar casais em potencial nada mais é do que uma economia de tempo. Imagine quanto tempo
e energia seriam despendidos em uma (ou várias) conversas presenciais para
poder analisar o estilo de vida como os gostos, preferências, hobbies, visão
política, religiosa e projetos futuros de um pretendente?
Não sei se isso é bom ou ruim, pois cada pessoa vivencia essas
experiências de encontro de uma forma subjetiva. Uns gostam de descobrir o(a)
parceiro(a) aos poucos, como se cada achado fosse uma surpresa; porém outros
são mais objetivos e preferem não perder tempo. Fato é que os algoritmos eliminam etapas da paquera e otimizam os encontros de acordo com as
expectativas dos usuários. Nesse sentido, eles influenciam
sim.
Porém eles também podem errar, pois muitos casais se atraem justamente
por causa das diferenças. Um encontra no outro qualidades e/ou características
que não identificam em si mas que o complementam. Pense no quão chatas seriam
as relações se não houvesse diversidade, diferenças de visões e opiniões? As
diferenças também contribuem para o estreitamento de laços e para o aprendizado
nas relações. Quando se trata de ser humano, a estatística nem sempre funciona,
dado que somos seres complexos e dotados de subjetividade.
Outro
aspecto relevante é que esses recursos, além de economizarem tempo e objetivarem
a busca pelo(a) parceiro(a), também contribuem para reduzir a probabilidade
de ser rejeitado por um (a) pretendente. Pessoas que possuem baixa autoestima
ou pouca tolerância à frustração podem beneficiar-se desse recurso num primeiro
momento. Porém vale ressaltar que a frustração faz parte da vida e aprender a
lidar com ela é sinal de amadurecimento e, consequentemente, uma característica
das relações saudáveis.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
10 dicas para lidar com a tristeza de fim de ano
O fim de ano está chegando. Muitas compras de Natal, preparativos para festas, correria,
viagens e euforia generalizada. No entanto, muitas pessoas, ao invés de
animadas, ficam tristes nessa época por diversos motivos: doença grave,
morte de alguém querido, dificuldades financeiras, solidão, divórcio, perda do emprego, brigas
em família, etc. E ainda há aqueles que não têm motivo aparente: apenas não gostam de Natal nem de Ano Novo.
Veja as 10 dicas para ajudar a tornar a vida um pouco mais leve nesse final de ano:
1 - Respeite seus sentimentos e permita-se
ficar triste, você tem esse direito. Acolha a sua própria dor ao invés de
fingir que ela não existe. Porém não se deixe levar e não sinta pena de
si mesmo.
2 - Saiba que
você só conseguirá dar e receber amor quando tiver amor por si próprio.
3 - Você só conseguirá fazer com que os outros reconheçam o seu valor quando você mesmo acreditar em sua capacidade e em seu potencial.
4 - Não se deixe abater pelas críticas alheias e não seja excessivamente autocrítico. Busque o melhor de si, mas não almeje a perfeição.
5 - Evite comparações e disputas, pois sempre haverá alguém em situação melhor ou pior do que você. Cada um tem um caminho a seguir; portanto foque nas suas metas e não desperdice energia.
6 - Deixe o passado no passado. Não acumule lixo emocional: raiva, mágoa, rancor e vingança.
7 - Lembre-se de que o pior abandono é aquele que fazemos a nós mesmos.
8 - Exercite a resiliência: capacidade de reconstruir a vida e superar desafios. Não é nada fácil, mas vale a pena tentar, pois a vida continua e você merece ser feliz.
9 - Não tenha medo nem vergonha de pedir ajuda. Busque o apoio da família, de amigos, de grupos de mútua ajuda ou de um profissional qualificado.
10 - Exercite a empatia: capacidade de colocar-se no lugar do outro.
3 - Você só conseguirá fazer com que os outros reconheçam o seu valor quando você mesmo acreditar em sua capacidade e em seu potencial.
4 - Não se deixe abater pelas críticas alheias e não seja excessivamente autocrítico. Busque o melhor de si, mas não almeje a perfeição.
5 - Evite comparações e disputas, pois sempre haverá alguém em situação melhor ou pior do que você. Cada um tem um caminho a seguir; portanto foque nas suas metas e não desperdice energia.
6 - Deixe o passado no passado. Não acumule lixo emocional: raiva, mágoa, rancor e vingança.
7 - Lembre-se de que o pior abandono é aquele que fazemos a nós mesmos.
8 - Exercite a resiliência: capacidade de reconstruir a vida e superar desafios. Não é nada fácil, mas vale a pena tentar, pois a vida continua e você merece ser feliz.
9 - Não tenha medo nem vergonha de pedir ajuda. Busque o apoio da família, de amigos, de grupos de mútua ajuda ou de um profissional qualificado.
10 - Exercite a empatia: capacidade de colocar-se no lugar do outro.
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