quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O poder da transformação


Todo ano novo começa com aquelas clássicas resoluções: emagrecer, parar de fumar, começar a malhar, voltar a estudar, buscar um novo amor, mudar de emprego, etc. E muitas vezes a frustração é grande quando percebe-se que ano após ano, as resoluções se repetem e os resultados não aparecem. Isso já aconteceu com você?

Nesse caso, vale a pena colocar-se as seguintes questões: 

  • O que você fez ou está fazendo, de fato, para concretizar seus projetos? 
  • Caso tenha feito, por que não deu certo? O que faltou?
  • Você já revisou seu plano de ação? 
  • Se a sua estratégia não funcionar, qual o plano B?
  • Do que você terá que abrir mão para que seu plano funcione?

Coloque suas ideias no papel e organize-as. O processo de transformação começa na mente, lembre-se disso. Porém, para que isso aconteça é preciso querer. Querer de verdade. Ter vontade de mudar e estar receptivo a essas mudanças. 

Mudar nem sempre é fácil e às vezes dói. Por isso, é preciso abrir mão de certos hábitos que são cômodos, porém cristalizam comportamentos e estilos de vida que você não gosta de ter e que te trazem consequências negativas.

Transforme-se, você é capaz!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

A popularização da imagem - programa Caminhos da Reportagem


Nunca se fotografou tanto. Com a popularização da foto digital e dos celulares com câmeras, a fotografia tornou-se muito mais acessível. As redes sociais, em especial Facebook e Instagram, também são outro incentivo para que as pessoas fotografem cada vez mais. 
Créditos: Programa Caminhos da Reportagem - TV Brasil

Participação da psicóloga Mônica Vidal comentando sobre as selfies e a superexposição nas redes sociais no programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil.

domingo, 19 de outubro de 2014

Somos mais verdadeiros na internet?


Algumas pessoas afirmam que se sentem mais à vontade quando se expressam por meio das redes sociais do que quando estão face a face com os outros. Será que que somos mais verdadeiros na internet? 

No ciberespaço as pessoas tendem a ser menos contidas porque têm a impressão de que "ninguém está olhando". Desse modo, sentem-se protegidas por um suposto anonimato, revelando pensamentos e desejos que não têm coragem de mostrar em suas relações presenciais. Por isso, no universo digital as pessoas costumam dizer aquilo que vem à cabeça, agindo de forma impulsiva. 

Muita gente ainda não possui clareza das consequências negativas de uma postagem ou comentário inadequados; porém isso está mudando e aos poucos as pessoas estão se dando conta de que o ciberespaço não é mais uma “terra de ninguém”, e que tem regras e limites. Através do uso, dos erros e acertos, as pessoas estão se adaptando a essas novas tecnologias e novas formas de se relacionar.

No mundo virtual alguns podem apresentar uma versão idealizada de si mesmo, geralmente alinhada a padrões estéticos e a comportamentos valorizados pela sociedade da qual faz parte. Essa edição vai desde a escolha da foto até as informações colocadas no perfil. Além disso, aqueles que possuem algum tipo de limitação na vida presencial, como timidez e fobia social, costumam sentir-se mais à vontade no universo virtual, revelando um lado de si até então não apresentado. Por isso é possível que a pessoa mais extrovertida que você conhece no ciberespaço seja reservada pessoalmente.

Porém não podemos esquecer que o ciberespaço, embora possua um relativo grau de independência em relação ao espaço presencial, interage com ele em grande escala. Com o tempo, muitos relacionamentos que começam on-line evoluem para o off-line. Assim, informações fictícias não têm sustentação, de modo que em um dado momento, a máscara cai. 

Outro aspecto relevante é que com os passar do tempo as pessoas mudam, e os rastros deixados por elas na internet mostram claramente esse processo de mudança. É como rever antigos álbuns de família onde por vezes a pessoa nem se reconhece em uma foto. Ela também pode não se reconhecer em um comentário ou post antigo. No mundo contemporâneo as pessoas são “convidadas” a mudar a toda hora e o tempo todo devido à avalanche de informação que recebemos diariamente através das mídias e da troca de experiências que a internet nos proporciona. Isso também influencia na percepção de fluidez da identidade, já que a informação possui a capacidade de mudar a forma de ver, de agir e de pensar o mundo a nossa volta.

Concluindo, não se trata de ser mais ou menos verdadeiro na internet, pois todas as facetas apresentadas pelo sujeito através da rede fazem parte da sua identidade, ou seja, de quem ele é ou gostaria de ser em um dado momento. Além disso a identidade não é estática, ou seja, ela muda de acordo com o tempo, com as nossas experiências de vida e com o contexto sociocultural do qual fazemos parte. Por isso seria mais adequado falar em identidades (no plural). Um perfil numa rede social é uma espécie de registro da evolução dessas identidades. E não foi por acaso que o Facebook criou a expressão "linha do tempo". 

domingo, 12 de outubro de 2014

Não fique parado


É melhor crescer aos poucos e de forma planejada do que ficar estagnado. Lembre-se de que tempo é uma questão de prioridade. E você? Quais são suas prioridades? 

10 dicas para sair da inércia e colocar seus projetos em prática 

1) Coloque suas ideias no papel.

2) Faça uma lista de coisas que você gostaria de fazer mas nunca teve tempo. 

3) Ordene-as em termos de prioridade, da maior para a menor.

4) Escreva ao lado de cada item o que você pode fazer concretamente para torná-lo realidade. Seja realista, porém nunca pessimista.

5) Estipule um prazo.

6) Comece a agir.

7) Caso não dê certo, reveja o item e trace uma nova estratégia de ação. 

8) Não tenha medo de errar e não desanime. Errar faz parte do processo de crescimento.

9) Aprenda com seus erros. A vida é um constante aprendizado. 

10) Estude sempre e mantenha-se atualizado.

Não fique parado e chega de deixar para amanhã o que pode ser feito agora. O que você está esperando? Vamos lá, mãos à obra!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Suicídio: prevenir é a melhor saída


No dia 10 de setembro comemora-se o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Por isso convido-os a refletir sobre esse tema tão delicado e de grande importância.

Em nossa sociedade contemporânea que preza pela beleza, saúde e juventude eternas, falar sobre morte é um tabu. Falar sobre suicídio é ainda pior, pois o estigma é grande e por isso muitas pessoas preferem não abordar o assunto.

Porém esse tema precisa ser olhado de frente uma vez que a Organização Mundial da Saúde - OMS  que nas últimas quarto décadas o número de suicídios aumentou significativamente em diversos países, em diferentes contextos socioeconômicos e faixas etárias. O Brasil é o quarto país latino-americano com o maior crescimento no número de suicídios. Mas afinal o que leva alguém a tirar a própria vida?

Fatores de risco

O suicídio é um fenômeno complexo que possui aspectos emocionais, psiquiátricos, religiosos, sociais e culturais. É uma forma de tentar livrar-se do sofrimento quando não se consegue ver outra saída para os problemas. Os principais fatores de risco para o suicídio são: transtornos psiquiátricos, abuso de substâncias como álcool e outras drogas, brigas familiares, perda do emprego, doença grave, dívidas, acidentes que causem desfigurações e incapacidade física.  
A prevenção deve ser feita através de múltiplos esforços e a informação é a principal ferramenta. 

Família

É importante falar sobre o suicídio e o diálogo deve começar dentro de casa. Assim como o sexo, a morte também costuma ser um assunto desconfortável de ser abordado. Erroneamente a família evita falar sobre o suicídio com a justificativa de proteger seus entes queridos, principalmente crianças e adolescentes, por achar que ainda não possuem recursos psíquicos para lidar isso. As perguntas surgirão naturalmente e é importante permitir que os jovens falem sobre como se sentem a respeito do suicídio de alguém próximo e que tenham suas duvidas esclarecidas de acordo com sua idade e capacidade de compreensão. 
Em alguns casos, o suicídio pode estar relacionado a questões familiares e por isso a terapia familiar é fundamental para que essas questões não envolvam outros membros da família. 


Escola

Programas psicoeducativos voltados para a valorização da vida contribuem para resgatar elementos como apoio social, empatia e respeito à vida. Tais elementos podem ser de grande valia em momentos de crise.


Interdisciplinaridade


A sociedade civil e o poder público, de mãos dadas, podem contribuir de forma valiosa para a prevenção do suicídio. O treinamento adequado de profissionais das áreas da saúde, da educação, do direito, bombeiros de policiais, ajuda a orientá-los a atuar de maneira eficaz na identificação e intervenção de comportamentos suicidas. Para isso os profissionais devem trabalhar em rede, rompendo tabus que envolvem a morte voluntária e discutindo abertamente sobre seus desafios e anseios em relação a essa população.  


Considerações finais


Vivemos em uma sociedade capitalista orientada para a satisfação imediata e na qual não há lugar para falhas, tristezas e fracassos. Consumir torna-se um imperativo que qualifica um sujeito como bem-sucedido na medida em que ele mostra que tem e que pode muito em termos materiais. Quanto maiores as posses, maior o prestígio. A família, como parte desse sistema social, reproduz essa lógica cobrando de seus membros uma performance que atenda aos anseios de sucesso e perfeição. Aqueles que não conseguem atender a essa demanda podem sucumbir à depressão, e o suicídio muitas vezes é visto como a única saída para a incapacidade de atender às expectativas da família e da sociedade como um todo. 

É fundamental não estigmatizar o comportamento suicida através do deslocamento da discussão para o campo moral. Isso só piora a condição de quem já se encontra em sofrimento. Para isso, é preciso fazer com que o tema do suicídio deixe de ser tabu. Oferecer ao sujeito a oportunidade de falar, sem críticas e julgamento de valor, é um bom começo. Devemos acolher o paciente, incentivando-o a falar sobre suas questões de forma aberta e auxiliá-lo a buscar outras saídas para seu sofrimento, que não a morte.

O trabalho de profissionais qualificados é fundamental para apoiar o paciente e seus familiares, ajudá-los a superar a crise e buscar alternativas para a resolução dos conflitos que desencadearam o problema. O psiquiatra e o psicólogo devem ser consultados o quanto antes para reforçar as condições de proteção pessoal e familiar. 


domingo, 24 de agosto de 2014

O lado saudável da selfie


Ultimamente tenho percebido uma certa preocupação com a superexposição através do aumento significativo das postagens de selfies. Muitos me perguntam até que ponto postar selfies pode ser um comportamento narcisista e doentio. 

Antes de entrarmos especificamente nessa questão devemos lembrar que nós, humanos, somos seres de sociedade. Isso significa que gostamos de nos relacionar com nossos semelhantes, de olhar e de ser olhado, de trocar ideias, impressões e opiniões. No fundo o sujeito quer ser amado e admirado por algo que ele acredita que faz bem ou que tem de bom. E não há nada de errado nisso.

Vale lembrar que o olhar do outro, ou seja, a maneira como o outro nos vê é uma referência de construção de identidade. Raramente temos a oportunidade de ver a nós mesmos, a não ser através do reflexo de um espelho, das lentes de uma câmera ou pelo olhar do outro, que nos dá um feedback sobre como estamos e como nos apresentamos ao mundo. Olhar para fora é muito mais fácil do que olhar para dentro; afinal é mais fácil falar do outro do que de si mesmo, não é verdade? Em entrevistas de emprego isso fica muito claro e tem gente que passa horas treinando em frente ao espelho para não cair numa saia justa.

Nesse caso, a selfie presta um grande serviço porque faz com que o sujeito se olhe e se questione também. Vale ressaltar que nem todo questionamento é uma crítica. Além disso, a crítica também pode ser "do bem" desde que seja construtiva. 

Outro aspecto interessante da selfie é que ela permite ao sujeito tirar quantas fotos quiser. Caso não goste do que viu, ele apaga e recomeça. Ele também pode brincar com sua própria imagem através da edição e da colocação de filtros, dando asas à sua imaginação. Isso pode ser uma atividade divertida que auxilia o sujeito a entrar em contato consigo mesmo e expressar ideias, opiniões, construir a sua própria história e interagir com os outros, visto que a diferença entre a selfie e uma fotografia comum é que a selfie é feita para ser compartilhada nas redes sociais. 

Quanto ao excesso de postagens de selfies que tanto preocupa atualmente, penso que tudo o que é novidade causa um certo encanto. Com isso, a tendência é usar e abusar até cair no corriqueiro, perder a graça e ser trocado por outra coisa "mais interessante". É claro que há casos extremos, de pessoas que se deixam levar por essa atividade a ponto de denegrir sua própria imagem, prejudicar seu cotidiano, suas relações sociais e seu trabalho, além de comprometer seus registros de memória ao prestar mais atenção na selfie perfeita do que no momento vivido. A boa notícia é que esses são casos isolados e não representam a maioria. 

Portanto, desde que se tenha bom-senso e cuidado com a própria imagem, evitando excessos e exposição inadequada tanto de si quanto do outro, o lado saudável da selfie permite ao sujeito construir e compartilhar sua própria história. Com o passar do tempo as pessoas mudam tanto física quanto emocionalmente. Olhar para trás faz com que o sujeito reveja a si mesmo, sua forma de expressão e suas opiniões passadas. Isso pode ser enriquecedor para a reavaliação da própria história e a selfie se presta bem a isso. Afinal, no fundo somos uma metamorfose ambulante. E Raulzito já sabia disso.